segunda-feira, 29 de abril de 2013

Lalaia


Me deixa voltar pro Pelourinho que o calor de lá me aquece mais. Mais, muito mais. Quero sempre poder esse mais, esse além. Quero ir pra onde o vento leve meu corpo. Cada vez mais longe, cada vez mais forte. Quero ir. Me deixe ir. Não deixe que meus medos vençam. Não deixe que o tempo pare. Não deixe que a incapacidade dos homens me fadigue. Iansã me carregue com sua força e que qualquer partícula de seu axé me ganhe. Me leve, leve. Me possua. Me tenha, me ganhe, me tome. Faça com que seja saudável, sereno. Menos hostil, mais provocante. Simples, corajoso, enriquecedor. Que por mais que todas as aparições e decisões sejam difíceis, a suficiência da força seja sempre maior. Faça com que eu vá. Que ninguém me impeça de ir e que as forças que me rodeiam sejam capazes de me fazerem voar. Que a alegria mutua me mova. Que os sorrisos sejam sempre alavancas e as lágrimas motivos. Desculpa alguma será capaz de ser menos do que quero, do que almejo, do que protesto.
E assim vamos. Vem?

domingo, 14 de abril de 2013

One day

- E aí, o que aconteceu?
- Eu conheci você e você me curou de você.

- Eu amo você Dex, me desculpa. Mas acontece que eu não gosto mais de você.

- Eu não quero seu telefone, nem cartas, nem cartões. Eu não quero casar com você e não quero filhos com você. Não importa o que aconteça amanhã, a gente teve o hoje.
E se a gente acabar se cruzando alguma hora, no futuro... Ah! Vai ser bom também.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Vão

Escolhi você. Mesmo não me escolhendo. Te quis. Mesmo não me querendo. Desistiu. Mesmo enquanto eu tentava. Não ouviu. Só quis te escutar. Escreveu. Só quis ler tuas linhas. Fotografou. Meus olhos apenas te seguiam, serenos. Quis, tentou, bateu, gritou. Estanquei. Vadiou. Vadiei. Precisou. Estive. Beijou.
Relatou. Orei, orientei. Precisei, estive. Está! Ficou, pedi que ficasse. Gostou de ficar. Me levou. Eu vou. Fui, fomos, estamos a par, em par.
"Eu quis te dar um grande amor, mas você não se acostumou. Você gosta do sereno e meu mundo é pequeno pra lhe segurar. Vai procurar alegria, fazer moradia na luz do luar."

E daí... 



Amei por mim. Amei à mim. Amei. E quando virou amor, deixou de ser.
Matou borboletas em meu esôfago, prontas para voar contigo.
A morte chega à todos, morte prematura é doída, porém, querida... Melhor morto, que matando!



Nunca quis, entender. Gosto do teu gosto, gosto do teu olhar. Que me olha, e ah como olha! Sempre olhou. Me viu dançar, me viu cantar, me quis como ninguém, da sua forma. E ah! Perdi. Pá.

"Deixa eu decidir se é cedo ou tarde. Espera eu considerar. Enquanto eu penso, você sugeriu um bom motivo pra tudo atrasar. E ainda é cedo pra lá, chegando às seis tá bom demais. Deixa, deixa o verão. Deixa o verão pra mais tarde...
Considere toda hostilidade que há da porta pra lá. Enquanto eu fujo, você preparou qualquer desculpa pra gente ficar, e assim a gente não sai, que esse sofá tá bom demais. Deixa o verão pra mais tarde."


Não tem fim. Porque finais são chatos e sabemos nossa disposição pra recomeçar.
Já peguei meu par.
Vem?