quinta-feira, 22 de maio de 2014

S.

Esse silêncio não me deixa dormir.
Me deixa partir.
Me corrói, enfia a mão e arranca do meu peito, meu coração inteiro.


Não se escuta nada.






Sh...

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Aja

Não quero nunca mais nessa vida ter que não ser só sentimento.
Assim, puro. Se quero, vou. Se fui, ganhei. Se ganhei, me tome. Se tomou, me alegre. Se alegre, cante. Se canta, sambo. Se samba, pureza.
Existe necessidade de metades? Quero ser inteira. Quero dizer, agradar, beijar, abraçar, soar, suar. Ser. Assim, sem metades. Porque no final, o que te sobra é você. Só você. Não importa o que digam, o que pensam... O que importa é aí dentro, o que tem aí e só você sabe e sente.
Deixe que digam, que pensem, que falem. Quando você for metade, vai lamentar por poder ter sido inteira. E amor... Lamentar? Pra que? Essa vida ta aí inteira pra ti, te querendo, te chamando.
Se sou pele, se sou amor. Paz. Sou sim. Puro sentimento. Até tento me fazer seca, mas só de olhar, já derreto.
Derreto com meus olhos sob os seus. E sabe a melhor parte? É que estou disposta à isso e conto numa mão quem realmente quer me ver feliz, tem orgulho de quem sou sem premeditar.
Tenho orgulho do que tem dentro de mim, e por mais sozinha que esteja nessa noite, outras mil, milhões, virão me contemplar, nem que seja apenas eu, a Lua e todas as energias boas que me tomam, porque tenho a sorte de ser a luz que mais brilha, nesse lugar.
Grata e orgulhosa de quem tem coragem.
Que haja coragem! Coragem de ser quem é, passar por cima de tudo e qualquer coisa, nem que seja só por uma noite... A memória agradece.

"Eu francamente já não quero nem saber, de quem não vai porque tem medo de sofrer."

Vai! Vem! Aja.

Seja leve. Deixa... Menos, pra ser mais.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Sol(in)dão.

Existem tantas palavras dentro de mim.
Coração.
Esse coração que tenho... Ah, esse meu coração.... Não vou dizer que a culpa é sua, querido, a culpa é das palavras.
Dessas palavras que preferem ficar em silêncio por hora. Em outra escapam e dizem mais.
Seu coração... Ouça com ele. Minhas palavras se transpõem assim. Ouça com ele.
Na dúvida, viva. Na dúvida bata, morda, corra, agarre, grite, transpareça.
Transparência.
Seja. Porque amor... Se tu for, há de haver. A ver, haja. Têm. Tenha, existe, compareça, bata, rebata, sorria...
Sorrisos.
Inteiros.
Gargalhadas.
Dizem que sou só sorriso... Ah! Se soubessem o que se passa aqui, não falariam nada.
Nade. Me deixem ir. Olhem menos pro meu corpo, vejam minha alma. Olhem com coração.
O sexual, a pele. Ah...
Há de haver. De acordo com a língua, essa que diz... A sua me toma, me desce goela abaixo.
Mistério. Sobre ser.
Ser. Tudo que interliga.
Inter, in, sob, on. Ligue-se. Conecte-se. Seja.
No final, tudo passa.

Sobre sentir falta...


Eu sambaria o mundo, só pra encontrar você.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

In

A vida, as todas são frágeis demais.
O mundo poderia correr contra isso. Ao menos meu mundo, voa.
Quando menor era, quando a vida menos me calejava, quando eu menos deixava... Suspirava por relembrar o primeiro pulo alto do mesmo cachorro que lambia minhas lágrimas, enquanto sentada no chão frio no canto do banheiro branco e azul, abraçava meus joelhos. Os mesmos que já um pouco escassos ainda me amparam. Suspirava por estar chovendo demais e o barro do parque, naquela tarde não pudera adentrar entre os vãos do meu All Star rosa chiclete. Até o dia que parei de temer chuva, parei de temer barro. No mesmo banheiro branco e azul, o vapor não deixara mamãe ouvir perfeitamente: FUI! Corri, corri, corri como se mais nada pudesse me parar. Nada me parava, ao menos naquela tarde. Desci as escadas e entre escorregões cheguei à chuva que molhara todos os fios de meu cabelo negro, escorrido escorrendo. Olhando para a imensidão do céu, já ardidos pela água que se misturara calmamente com o salgado das mesmas lágrimas. Joelhos esticados, braços abertos rodopiava, nunca parava. Aquele temporal me interpolou.
Experimente. Arrisque. Contente, não se contente.
Zangue, alivie a mente.
Aplique.
Vamos lá, experimente.
Evite olheiras, não esquente.
Meça. Desculpe-se.
Haja, aja!
Sejamos passageiros dessa vida.
Cresci. É, isso aí. Isso de fazer os ouvidos sentirem, de fazer a pele arrepiar. De querer sempre mais. Queira. Que bonito é alcançar - até a manga alta demais e vermelhinha que te mata de vontade -.
Deixe a bondade invadir teus poros todos, a alegria, a maresia.
Se o mesmo mundo que te quer, ainda duro demais, amoleça-se. Derreta-se. Queira-se.
Se pessoas todas não te amarem como deseja ser amada, ame-se. Uai, quem pode mais que você? Assim, cru. Você por você mesmo.
Deixe a pureza da tua raça invadir, transplantar, implantar. Forte, rígido. A guerra é única e imutável.
Alegria, aqui, acolá.
Aquilo, de sentir com os ouvidos. As músicas todas que te fazem flutuar. Coloque-as no ultimo volume e faça. Faça ela penetrar e ser, dance. Sorria. Mostre teus dentes, range-os de fé.
Ah, que leve é viver. Aflições todas pra lá, problemas insolúveis não existem. Parta. Parta para a próxima, haverá uma próxima, garanto. Seremos sempre jovens demais para que algo possa nos afrontar de frente. Só quem pode somos nós, nos encarar e afirmar nossa capacidade.
Pra que livros de auto-ajuda? Leia um romance. Desses que dilaceram nossa mente, afogue tua insegurança nele e feche, mude a página, vire, revire. Re-vire. Re-viva. Re-leia. Re-seja. Reaja!
Deixe nunca de ser criança. Ria sozinho, fale consigo. Consigo! Consignemos.

Sem parar. A(l)me-se.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Lalaia


Me deixa voltar pro Pelourinho que o calor de lá me aquece mais. Mais, muito mais. Quero sempre poder esse mais, esse além. Quero ir pra onde o vento leve meu corpo. Cada vez mais longe, cada vez mais forte. Quero ir. Me deixe ir. Não deixe que meus medos vençam. Não deixe que o tempo pare. Não deixe que a incapacidade dos homens me fadigue. Iansã me carregue com sua força e que qualquer partícula de seu axé me ganhe. Me leve, leve. Me possua. Me tenha, me ganhe, me tome. Faça com que seja saudável, sereno. Menos hostil, mais provocante. Simples, corajoso, enriquecedor. Que por mais que todas as aparições e decisões sejam difíceis, a suficiência da força seja sempre maior. Faça com que eu vá. Que ninguém me impeça de ir e que as forças que me rodeiam sejam capazes de me fazerem voar. Que a alegria mutua me mova. Que os sorrisos sejam sempre alavancas e as lágrimas motivos. Desculpa alguma será capaz de ser menos do que quero, do que almejo, do que protesto.
E assim vamos. Vem?

domingo, 14 de abril de 2013

One day

- E aí, o que aconteceu?
- Eu conheci você e você me curou de você.

- Eu amo você Dex, me desculpa. Mas acontece que eu não gosto mais de você.

- Eu não quero seu telefone, nem cartas, nem cartões. Eu não quero casar com você e não quero filhos com você. Não importa o que aconteça amanhã, a gente teve o hoje.
E se a gente acabar se cruzando alguma hora, no futuro... Ah! Vai ser bom também.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Vão

Escolhi você. Mesmo não me escolhendo. Te quis. Mesmo não me querendo. Desistiu. Mesmo enquanto eu tentava. Não ouviu. Só quis te escutar. Escreveu. Só quis ler tuas linhas. Fotografou. Meus olhos apenas te seguiam, serenos. Quis, tentou, bateu, gritou. Estanquei. Vadiou. Vadiei. Precisou. Estive. Beijou.
Relatou. Orei, orientei. Precisei, estive. Está! Ficou, pedi que ficasse. Gostou de ficar. Me levou. Eu vou. Fui, fomos, estamos a par, em par.
"Eu quis te dar um grande amor, mas você não se acostumou. Você gosta do sereno e meu mundo é pequeno pra lhe segurar. Vai procurar alegria, fazer moradia na luz do luar."

E daí... 



Amei por mim. Amei à mim. Amei. E quando virou amor, deixou de ser.
Matou borboletas em meu esôfago, prontas para voar contigo.
A morte chega à todos, morte prematura é doída, porém, querida... Melhor morto, que matando!



Nunca quis, entender. Gosto do teu gosto, gosto do teu olhar. Que me olha, e ah como olha! Sempre olhou. Me viu dançar, me viu cantar, me quis como ninguém, da sua forma. E ah! Perdi. Pá.

"Deixa eu decidir se é cedo ou tarde. Espera eu considerar. Enquanto eu penso, você sugeriu um bom motivo pra tudo atrasar. E ainda é cedo pra lá, chegando às seis tá bom demais. Deixa, deixa o verão. Deixa o verão pra mais tarde...
Considere toda hostilidade que há da porta pra lá. Enquanto eu fujo, você preparou qualquer desculpa pra gente ficar, e assim a gente não sai, que esse sofá tá bom demais. Deixa o verão pra mais tarde."


Não tem fim. Porque finais são chatos e sabemos nossa disposição pra recomeçar.
Já peguei meu par.
Vem?