domingo, 20 de maio de 2012

"Daí, penso também outra coisa de gente grande: não adianta muito você se enfeitar toda pra uma pessoa gostar mais de você . Por que se ela gostar, vai gostar de qualquer jeito, do jeito que você é mesmo, sem brilhos falsos."

Faz se amar.

"Há o desejo, que não tem limite, e há o que se alcança, que o tem. A felicidade consiste em coincidir os dois."

São Paulo — Campinas
Dublin — São Paulo
Ribeirão Preto — São Paulo
São Paulo — Itália
Paranapiacaba — São Paulo
Brasília — Curitiba
São Paulo — Curitiba
Brasília — Rondônia

Queria terminar assim, mas vale a pena reivindicar sobre onde está o nexo.
Seria bom ter seu amor por perto, seria compreensível a ausência de distância.
Geograficamente, não existe nexo. Seria simples a falta de tempestades existenciais, mas a Vida consiste em sentir e não sentir.
Seria simples desejar só o alcançável, seria ameno abrir a porta da frente e passar a noite com sua vizinha. Seria precioso dormir calmo, sabendo que por mais que a espera seja longa, após um dia de trabalho teu querer vai entrar no quarto, onde a porta está entreaberta. A luz do corredor que deixou acesa para que ela não se perdesse por entre os sapatos no caminho, refletiria na parede vermelha do quarto deixando tudo rosa-claro, como a serenidade dos seus sonhos.
Com sentimentos a flor da pele vamos vivendo assim, com a saudade transbordando, o querer te dominando e fingindo. Fingindo estar bem, fingindo não sentir, não querer, não pre ci sar.
A necessidade se baseia na ausência. E o que te garante amor, que tua vontade não é alimentada por ela? O que garante que a presença não te sufocaria? O que garante que a rotina não te daria náuseas e sede de solidão?
A espera te faz perder o rumo, te anseia. Todos querem aquela paixão enriquecedora, mas querida, a futilidade já tomou conta dos nossos dias, o realismo é outro. Ou eu que cresci e percebi que os contos são apenas de fadas.
Quero a sorte de colocar a cabeça no travesseiro, e lá me encontrar. Dizer à mim mesma que aquele beijo de Cinema Americano foi real.
Quero alguém para apreciar o Brownie da padaria fina e o cafézinho do bar da esquina, o melhor da região, à carioca.
Vou buscando alguém que não esteja longe, como você espera.
Não vou esperar, mesmo achando que o "completar-me" esteja do outro lado do Brasil, ou do mundo. Não vou mais.
Vou vivendo amor, desculpe-me. Esperar me chateia, me assusta.
Talvez realmente seja você, mas uma alma doce disse-me que a paixão só dura dois anos.
Meus olhos já marejados pedem que não, mas prefiro acreditar que ter você será apenas mais um motivo que meu sorrir precisará.
Sempre me arrancará um sorriso tolo ao lembrar do seu desajeitar, do seu querer, do seu acompanhar.
É estranho de mais tentar passar por cima desse apreço, mas veja bem, meu bem. A distância está presente, sendo assim, vamos. Os trilhos do trem nem sempre tem fim.
A estrada é longa. Oitenta, noventa.
Teu corpo mole, tremendo junto ao meu.
"Não faz disso esse drama, essa dor. É que a sorte é preciso tirar pra ter. Perigo é eu me esconder em você. E quando eu vou voltar quem ... quem vai saber? Se alguém numa curva me convidar, eu vou lá, que andar é reconhecer, olhar. É preciso andar um caminho só. Vou buscar alguém que eu nem sei quem sou. Eu escrevo e te conto o que eu vi e me mostro de lá pra você, guarde um sonho bom pra mim." Já dizia Marcelo Camelo.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

"A gente se apaixona pelo jeito da pessoa. Não é porque ele cita Camões, não é porque ele tem olhos azuis. É o jeito dele de dizer versos em voz alta como se ele mesmo os tivesse escrito pra nós, é o jeito dele de piscar seus lindos olhos, como se estivesse em câmera lenta, o jeito de caminhar, o jeito de usar a camisa pra fora das calças, o jeito de passar a mão no cabelo, o jeito de suspirar no final das frases, o jeito de beijar, o jeito de sorrir. Vá tentar explicar isso!"


Essa não sou eu, mas faz todo sentido.