sábado, 31 de março de 2012

I can't tell you, but I know it's mine.

Ele vende chiclete.

Sinto falta de ligar minha vitrola e me preocupar com virar os LPs.
Sinto falta do som agudo, das notas trançadas de Chico numa tarde de quinta feira ensolarada.
Afasta de mim esse cálice, era motivo de silêncio naquele apartamento vazio. Tão vazio, que se ouvia o vento cantar, interagindo com o som da vitrola antiga.
Décimo quinto andar, são quinze lembranças. Quinze cafés. Quinze reveillons, mil arco-iris. Foram quinze vezes as quais corri, subi a escadinha para ser o sol, dar bom dia ao dia, e sonhar com asas, me dando liberdade à voar.
Vem aurora, ouvir agora a nossa música.
Como foi seu dia? Bom, filha querida. E a escola? Doce Vida.
Dor de ouvido, culpa do vento, apaixonado por Chico insistia a cantar.
Cabelo duro, coração frio, mimos, arroz papa com limão e sal.
Plásticas, inchaços, dinheiro.
Adeus, meu herói. Vem brincar de cabra cega? Tenho que estudar Raysola.
Moscou, seria menos longe.
Luísa Baffi. Dor.
Ei, que saudades, como anda a faculdade? Me da um abraço .. vem brincar de bexiga. SÓ TOQUEI UMA VEZ, você está roubando! Ganhei. Risos.
Acorda Raio de Sol, o café tá na mesa. Me deixa dormir manhê, hoje é sábado.
Quebra, quebra. Mãe, essa reforma não acaba nunca?
Vamos reformar o coração das pessoas por aí, pra elas valorizarem mais a família, a infância e o cheiro de grama molhada.