segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Som de jardim de sonho


Deitada com os pés pro alto, apoiados na parede branca. A única luz que hábitava era aquela das seis da tarde, vinda de fora pela janela. Dalí admirava o pôr do Sol entre os prédios. A mesma lista de reprodução tocava, não mais me agradava.
Tudo estava quieto demais, bom demais. Demais, nunca mais foi o mesmo, sem mais nem menos, se tornou você. De mais, mais de. Mais de você.
Enquanto isso, em outro plano não detectável, celular toca insaciávelmente, sem cansar, incessante. Ela conversa comigo, a espera de uma resposta. Não haverá alguma, nada além de nada. Necessária(mente).
Não quero atender, responder, integrar, migrar, apenas observar como quem não vê. Como quem vive bem, ausente. Até onde vai o "precisar"? Hoje é algo, amanhã ultrapassado. Necess(idade).
Alô!?
Olá!! Como está? Senti sua falta.
Assim, atropelado. Não responda nenhuma delas, diga logo quando vem.
As pitangueiras e amoreiras morreram, amora. Agora somos eu e você. Eu você amor e carinho e saudade e abraço e braço e corpo e mente e boca e paz. Ser carinho não foi fácil. Caí e cairei quando precisar, levanto te olhando de baixo pra cima com um sorriso branco estampado na cara. Doce. Ôce, moça. Ôça, oca.
Não sofro não como não choro - sinto falta de você perto de mim fazendo cafuné enquanto escoro meus olhos sob os seus - não choro não como não sofro.
Todo afeto que há no meu ser.

Danço eu; Dança você na dança da Solidão


Se me tornasse desses ecos incontroláveis, desses amores que entortam, que abismam. O que faria?
Se te mandasse um cartão postal cheio de letras delicadas, com o verso comandado pela imagem mais doce possível presente. O mar, daqueles que te arrancam sorrisos e vontade de navegar, com fé. O que faria?
Se viesse, deitasse em minha cama com lençóis  amassados. Apenas daria play n'uma lista de reprodução não planejada, estampada na tela cinza com imagens que vem e vão, numa beleza calma e sadia.
Edith Piaf. Olharia debaixo para cima, calmamente subiria meus olhos por teus pés tortos apoiados a parte traseira no pé da cama. Joelhos a mostra e pernas que me aguardavam. Uma de tuas mãos ao lado do bolso esquerdo do shorts sobe e pega uma das minhas, delicadamente a me rodar; Paulinho da Viola começa no fim da segunda pirueta.
Sorrio sem graça, subo na cama e teu olhar firme não se deixa transviar. Arrumo os travesseiros da forma mais confortável que houver. Me adeito suavemente e nossos olhares que se ajuntam como por encanto, fazem todo e qualquer som alí presente se envolver e se acalmar e se enferrujar perto do som de nossos sorrisos se abrindo.
Você deita e oferece o ombro manso para que apoiasse a cabeça cansada, cheia de pensamentos, serenos.
A música vem voltando calmamente a fazer parte daquele quarto, culpa dos olhares pareados não mais trocados, por hora.
- Não Quero Mais Amar A Ninguém - Não fui feliz, o destino não quis o meu primeiro amor, morreu como a flor ainda em botão, deixando espinhos que dilaceram meu coração (...) Foi beijo que nasceu e morreu sem se chegar a dar -
Ouvi teu sorriso se abrir, seus dentes e boca descolarem. Gargalhadas que me faziam tremer em seu colo a olhar o pequeno feixe de luz que entrava pela janela entre-aberta, Luar.
Era uma noite morna que por mais quente que fossemos, a estabilidade de sentimentos não deixaria nada exceder.
No fim de uma dessas gargalhadas mudas, teu braço direito veio rapidamente, sem que pudesse me mover e me enlaçou pela cintura, trazendo pra mais e mais perto, mais e mais instável. Minha e sua cintura já pareadas se olhavam, meus olhos já fechados sentiam sua respiração, o único cheiro, novo, irreconhecível, era teu hálito doce. Não era Hortelã, nem Eucalipto, era você. Quase gosto de você.
Tudo tão único que pressa era o menos provável. Ficaria alí por horas apenas sentindo seu hálito e respiração mantendo meus olhos instáveis fechados. Intensidade confortante.
Já estagnada naquele momento, quando teu queixo encontra o meu. Sem reação alguma teus lábios apenas acariciam os meus de um lado a outro, o sentindo por completo. Acompanhando minha respiração, os mesmos se entreabrem e essa é a deixa que restava para que se encaixassem perfeitamente. Metade que se encontra que se completa que se alimenta que sacia.
Tua mão direita  desde meu cóccix, passa por todos os altos e baixos de minha coluna até então chegar à minha nuca onde os dedos se entrelaçam com meus fios cacheados. Calma, serena, manuseio perfeito fazendo minha respiração e minha língua te acompanharem sem exitar momento algum.
Minha mão esquerda acaricia teu rosto com as costas, desce ao pescoço, ombro e já toma conta de toda a cintura que se encontrava abaixo da minha. Movimentos contínuos, suaves e enlouquecedores. Mas ainda calmos.
Pude te sentir, cada dobra de seus dedos em movimentos controlados por mim e por sua mão na minha cintura a me levar como numa valsa. Meramente calculado e quente, derretendo. Meus olhos voltaram a encontrar os seus, fixos que fraquejavam em movimentos mais intensos, entrelaçando-se com suspiros.
Já era minha, tua, nossa. Nosso à dois de uma noite apenas que não seria nem mais nem menos nem talvez. Apenas sentimentos adormecidos que num estopim afloraram fazendo a calma virar desejo, pressa. Carinho, explicito ou não. Começou num quarto de janela antiga e vidros embaçados  sofrendo altos, baixos. Abraços longos, beijos em costas de mãos, mãos acariciaram e afogaram esse pudor. Estopim saudável, vidas que continuam seus caminhos, a distância não diminui sentimentos, a saudade não é assassina. O tempo é curador e trás estabilidade para sentimentos inacabados.
É preciso inventar de novo o amor?

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Gratidão

Queria agradecer a você que confiou em mim, você que esteve do meu lado pelo que faço, pelo que amo. Obrigada a você que acreditou em todas as vezes que disse que só precisava de arte pra viver. Obrigada você que entendeu minhas dores, chorou comigo. Obrigada você que me amou pelo que sou, mesmo com loucuras e dinamismo. Obrigada você que entendeu meus inúmeros silêncios que diziam mais que qualquer virgula. Obrigada à você que não riu dos meus sonhos, obrigada você que me cuidou, que me viu cair e voar e amar e querer e sofrer e sorrir e emocionar e levar pro mundo inteiro o que eles não acreditavam mais existir. Obrigada por simplesmente acreditar nas minhas vontades. Obrigada por sorrir meu sorriso, olhar meus olhos, obrigada você. Por ser você.
Obrigada você que enxerga a guerreira que existe em mim e principalmente você que vê com clareza minha vontade de viver e ir pra longe de tudo e todos que apenas correm o risco de me atrasar.
Obrigada você que me entende quando sumo, quando não quero mais, quando tento mas desisto por não somar.
Obrigada você que confia até na minha respiração, obrigada você que me quer perto, que deseja meu amor, que vê pureza por trás dos meus olhos cansados em dias longos.
Obrigada você que me vê abatida e apenas me abraça.
Obrigada por entender minhas loucuras, meus sentimentos a flor da pele. Minha extrema vontade de ser mais a cada segundo.
Obrigada. Só viver. Só restar.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Sent.ir!

En pleuvait

O que quiseres, uma linha tênue colocada sob nosso caminho faria pontos referenciais, nomearia todos os sentimentos de formas claras. Uma única palavra te levaria pra longe, imagine, acredite.
Até quando podemos ser? Essa transparência só faz com que vejam através de você.
Imposição fraqueja mal preparado; Teu amor de véu, correndo atrás do inesperado; Sereno é apenas se for, ser. E no baque a senhora chora.
Aurora, dona. Pega tua aura e voa com a alma baixa. Por mais baixa, calcando, rastejando, almejando o inexplicável, o novo.
Queremos sempre, sem temer, lamente.
Na mente.




O que te faz bem também provoca dor.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Ser sua

Tem dias que me transformo em lágrimas apenas por ter consciência da sua leveza, bondade. Moveria céus e mares para que seja reconhecida. Te amaria por isso, contando com suas vitórias e derrotas, não existe mais nada além de nós aqui.
É preciso mudar, vou me adaptar.
Vou chover, vou voar e vou lembrar o quanto de mim tem em você e o quanto isso fez eu ser cada dia mais sua, sem saberes, sem quereres. Hoje mais nada me importa. Que entenda, que veja, que faça, que seja.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

A(mar)

Números, notas. Um caderno inteiro. Um livro dessas sagas intermináveis. Três deles.

Quando olhares o céu à noite eu habitarei uma delas, e de lá estarei rindo; então será, para ti, como se todas as estrelas rissem! Dessa forma, tu, e somente tu, terás estrelas que sabem rir!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Agradecimento

Ah, bonita.
Bonita.
Maracatu, tecido, exposições, MPB.
Samba, Rio de Janeiro. Mar, pôr do Sol.
Arpoador, viagens.
Frio, preferir calor.
Amar você.
Amar alguém.
Amar à mim em primeiro lugar.
Ser doce, serena, feliz!
Ansiedade, frustrações poucas.
Abraços.
Mais amor.
Carinho.
Família, desejo, perspectiva.
Desejo além do sonho.
Sonhar.
Pra sonhar, casar, amamentar.
Ser, haver.
Rezar, acreditar.
Ir, sem parar.
Confiar, apostar, ganhar.
Sorrir, voar!


EXISTIR

domingo, 2 de setembro de 2012

Quem foi que te ensinou a rezar?

Mas nada pode fazer se a chuva quer é trazer você pra mim. Vem cá que tá me dando uma vontade de chorar... Não faz assim, não vá pra lá, meu coração vai se entregar à tempestade. Quem é você pra me chamar aqui se nada aconteceu, me diz? Foi só amor? (...) Deixa pra lá, eu vou, adeus.


Talvez demore mais alguns meses, saiba. Talvez cobriremos isso com mais alguns dias corridos. Talvez...
Tal dia teu sorriso passou por aqui, eu mesma quis tomar ele pra mim. Vez em quando encantarás.


Todos os sentimentos me tocam a alma, alegria ou tristeza.
Se espalhando no campo, no canto, no gesto, no sonho, na vida.
Mas agora é o balanço, essa dança nos toma, esse som nos abraça, meu amor.
Nem acredito no sonho que vejo.
Parece que o mundo foi feito pra nós nesse som que nos toca.
Me enfeita num beijo.
Lua, nuvens, estrelas, a banda toca, parece magia e é pura beleza.
E tão de repente você tem a mim.
Essa dança nos toma.
Você tem a mim.

Meus tecidos do teto ao chão, rodopiando, trim trim. Trinta mil horas.

Já Se

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Vive enfim, enfim.

Estava a assistir televisão agora pouco e me peguei pensando... Há tanto tempo não escrevo cartas de amor... Decidi que hoje escreveria, ou ao menos tentaria começar algo do tipo.
Óbvio que nos últimos tempos, claramente tem sido minha inspiração. Mas cartas de amor vão além desses sentimentos modestos, são impressões sem meias palavras de algo forte e único.
Eu poderia falar sobre qualquer detalhe seu, mesmo sem ter descoberto nem trinta por cento dos seus encantos. Talvez seus encantos só existam por conta disso.
Geralmente quando saio de casa faço sempre o mesmo ritual.
Escolho alguma roupa qualquer, tomo banho ouvindo Lenine, Maria Rita, Ana Carolina e Seu Jorge. Coloco a roupa ainda ouvindo música, as vezes danço, sempre canto e solto algumas risadas sem nexo. Vou na varanda ver qual casaco levar de acordo com a cor do céu, escolho a bolsa e troco tudo de uma para outra. Coloco meu celular no bolsinho de dentro da bolsa com o fone para fora, levo eles a meus ouvidos e escolho a playlist que tem mais Lenine que as outras. Por falar nisso, preciso organizar meu cartão de memória, se eu ouvir 50 das 380 músicas que há nele já é muito...
Passo pela sala, abro a porta e a fecho rapidamente, desço cantando (os vizinhos devem pensar: "Lá vai a Raysa!").
Saio do prédio, cumprimento com o olhar os policiais da guarita e geralmente vou para a Lins de Vasconcelos. Passo pela loja de animais desviando das pombas e geralmente nem respiro ou olho aquelas galinhas do Largo do Cambuci.
Na frente do ponto de ônibus tem uma loja de bijus, dou uma olhadinha e nunca gosto de nada. Nada me agrada mais que as coisas da minha mãe, ela tem tudo que eu preciso e muito mais. Olho para o céu se o ônibus não está a vir. Passo os olhos pela propaganda da Net e dou um sorrisinho por lembrar das piadas das minhas amigas. Troco de música três ou quatro vezes até chegar em alguma mais animada. Fico imaginando as caras que faço querendo cantar, mas me seguro na maioria das vezes. Devo ser meio doidinha, né? Não canto nem Emilia nem Amélia...
Subo no ônibus e quando vejo estou quase passando do ponto.
Não gosto de comer besteiras na rua então geralmente chego em casa ainda com os fones, largo a bolsa, tiro o fone do celular e vou pra cozinha. Abro a geladeira, não acho nada. Abro o armário e pego qualquer coisa mais fácil de comer. Vou pro quarto, deito por cinco minutos e já pego meu Notbook. Dou uma olhadinha rápida em tudo enquanto a Tv já está ligada no mudo e meu celular do meu lado esquerdo do sofá. Ligo pra mamãe ou acabo adormecendo alí mesmo. Independente do meu destino ou quantas horas fico fora, não é nada muito mais emocionante que isso. As vezes a porta de casa abre e é a Mi, as vezes o inbox do Facebook lota com vinte, trinta pessoas me procurando e a preguiça fala mais alto. As vezes se preocupam com a minha saúde ou minha alimentação, ou não. As vezes eu penso em te procurar, as vezes sempre. Mas não vou... Sou daquelas: Se o telefone não tocar é que ela não quis ligar, então nem pense em ligar.
Da mesma forma que tenho minha rotina e meus hábitos, todos têm os seus, acho que devemos respeitar. Preguiça de pessoas não é ruim, é só um momento com si mesmo. Tenho a oportunidade de escolher o silêncio de um apartamento vazio ou mais mil vozes unidas à minha nesse mesmo. Posso colocar o som no ultimo volume com uma música que só eu gosto e a ouvir mil vezes seguidas, dançar, rodopiar, andar sem roupa ou com o cabelo horrível. Posso passar o domingo de pijama ou dormir às cinco da manhã sem ninguém no meu pé.
É claro que faz falta um barulho, ou dormir de fones por sua amiga estar ocupada com alguém no quarto ao lado, ou nesse mesmo domingo de pijama não poder dormir até mais tarde por ter alguém que acordou cedo e resolveu limpar a casa. Faz falta mas a vida é feita de fases, cada uma com sua extrema importância e eu vou vivendo simplesmente.
Não vejo a hora de ter alguém para incomodar com minhas loucuras e meus barulhos todos, convivência é uma piada. As vezes com graça, as vezes sem ela mas com muito nexo, basta você saber interpretar da melhor forma.
Era pra ser carta de amor... Mas não deixou de ser, me amar anda sendo doce.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Sobre canecas e chá.

Nada muito além dessa necessidade de colocar sentimentos no papel.
Existem pólos marcantes, como o ser e não ser. O querer e o deixar ir. O precisar e o refugiar. O admirar e o confiar. Todos com ligações claras entre si.
Quando se tem algum tipo de relacionamento afetivo, de certa forma está se entregando aquela situação. Confiar. Num beijo você está fazendo exatamente isto, se refugiando por precisar daquele afeto, mesmo momentaneamente. Se te agrada vira querer, se já confiou vira admiração. É apreço, seja pele ou paixão. Não deixa de ser. O que deixa é o tempo, o poderoso te usa. Usa teu sentimento, usa tuas vontades. Admiração pode virar indiferença, assim como indiferença pode virar paixão, só o tal Tempo decide isso, você perde o poder de auto-confiança que te sacia ao se envolver à um outro alguém. É impossível controlar, mentir a si mesmo é algum mérito? Você mente até quando substitui pessoas ou momentos dentro da sua rotina para apagar aquilo que por um acaso não foi como desejaria. Acaso? Destino? Não, lógica.
Você está propício a se apaixonar, amar, desejar. Seja uma fruta ou uma mulher, é inconsciente.
Inconscientemente ela toma conta do seu pensamento, quantas vezes hoje você pensou nela? Enquanto lia, quem veio à sua mente? Está vendo? Nem pôde se controlar.
Visão, audição, tato, paladar e olfato.
Me agrada te ver sorrir, te ouvir cantarolar. No teu abraço me sinto mais confortável que todos os outros já experimentados. Teu gosto, tenho gosto. Teu cheiro é o perfume mais doce, chega a me confundir.
Quando se está apaixonado se perde o rumo, o prumo, o eixo.
Admitir é o que dói, acordar e dormir pensando. Beijar outras, tocar corpos perfeitos, só desejando o seu que por mais imperfeito que pareça aos olhos dos outros, aos meus é o mais lindo que já tive a oportunidade de enxergar. Fechar os olhos enquanto toca no rádio alguma música calma, as envolvendo completamente e quando se vê com os olhos marejados cai em si que não, aquela bonita não é quem deseja, teu pensamento te enganou.
O que é isso? Apesar de entender, não aceito.
Será que valeu a pena? Já me confundes novamente.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Assim será melhor, meu bem

Temos a propensão de nos apaixonar por pessoas que espelham aquilo que admiramos, seja nossos familiares ou alguém que nos traga paz de espírito.
Pensando assim, sem dúvidas tudo é claro.
Escrevo para ninguém. Ninguém entende, ninguém lê, assimila ou leva contigo essas cartas de amor vazias. Vazias por não existir pretexto, não existe nada além de você. Você é motivo disso. Preciso de um apoio para me levantar e focar tudo, uma distração, um amor irreal.
A vida é uma eterna inconstância incabível.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

O Sol ensolarará a estrada dela, a Lua alumiará o mar


Sem formalidades, sentimento puro, transparente.
Quando vi uma foto sua pela primeira vez minha impressão foi das melhores. Um sorriso largo e dreads.
Recomeçando, talvez não consiga dizer tudo. Quando dói, ao contrário do comum, as palavras me fogem, mas prefiro que seja agora, assim.
Você perdida entre o Salim e o Banco do Brasil.
Eu e minha mãe andando pela Lins de Vasconcelos atrás da bonita perdida.
Já chegou gargalhando e eu muda, analisando cada detalhe.
Minha mãe decidiu por mim, era você. E eu ainda estática pensando: "Será que ela fuma ou me aceitará ou.. que gênio forte, que menina parecida comigo."
Alguns dias depois aqui estava suas malas no quarto da parede verde.
Você sozinha aqui por alguns dias enquanto eu viajava. A porta soltou alguns ruídos e eu no quarto cantando, como sempre.
"Oi... Oi, tudo bem?
Você fuma?
Preciso te contar uma coisa... Eu namoro uma menina e estou no telefone cantando pra ela....
AH MEU DEUS, TUDO BEM!!
Já venho aqui falar com você.."
Olhando assim, nosso primeiro dialogo não foi dos mais propícios.
E foi assim o começo do laço mais lindo já existente na minha história.
Você sentada na mesa da cozinha, trabalhando. Me ensinando um pouco de arquitetura.
Seu namorado, uma grande parte de você convivendo comigo na sua ausência.
Uma balada gay, eu na área de fumantes conversando sobre Aristóteles, Platão, sobre como o mundo pode ser melhor e mais bonito e você pensando: "MISENHOR RAYSA SAI DAÍ E VEM DANÇAR PELO AMOR DE DEUS", e eu não paro de falar... nunca.
O primeiro jantar. O primeiro desabafo. Você extrapolando seu horário de ir deitar por não conseguir parar de conversar comigo. O primeiro e único Karaokê, e eu ausente.
Mandy, Julio, Amanda, Marina, Samantha, Pretinha, Santos. EU E VOCÊ. Nós, finalmente.
Algumas brigas para alimentar esse sentimento.., O que seria de nós sem elas? Sem nossa sinceridade? Sem nossos momentos.
Lembra a primeira vez que o Julio se ausentou e você ficou chateada? Lembra? O sofá-cama aberto, cerveja e nós conversando sem parar.
Foi o seu primeiro "Eu te amo"; "Não vou embora sem você, te levo junto pra qualquer canto"; "Afinal de contas foi bom ele não ter vindo, podemos ter um momento nosso"; "Sempre quis uma Companheira de Apartamento para dividir momentos assim"; Lágrimas; O primeiro abraço apertado, sincero, inteiro. A primeira vez que chorei na sua frente com esse assunto de se ausentar da minha rotina.
Cynthia, você teve que partir...
Me disse inúmeras vezes o quanto as "lésbicas" não sabem lidar com esse sentimento de posse.
Mas a questão não é essa, não hoje, não mais.
Você já me viu chorando? Sem queixo tremendo, falo sobre desabar. Desde quando virei as costas naquele aeroporto eu estou desabada. Fui até a Avenida Paulista, ia entrar e ler na Fnac para ver se melhorava, mas não. Simplesmente fui e voltei. Entrei aqui e desviei das caixas suas por entre a sala.
Você já sabia que seria assim, né? Eu também...
Palavras me faltam, virei reticencias, virgulas, sem um ponto final.
Você é a única pessoa no mundo que me conhece, sabe todas as minhas fraquezas, sabe sobre meus gostos, sabe exatamente qual é meu tempero, a cara que faço quando me maquio, o que faço quando estou apaixonada. Os comentários que faço quando vemos TV, sabe que bato na perna quando não consigo parar de rir, sabe que te respeito, sabe que te admiro. Sabe porque meu pé está sempre sujo e quantas vezes tomo banho. Sabe qual meu perfume preferido, sabe do amor à minha família, mais que eles inclusive. Conhece meus olhares, sabe quantas latas são necessárias para que eu fique alta e sabe também que não sou sua companheira de bebedeiras. Sabe o que faço quando estou irritada, estressada, feliz, ansiosa. Sabe qual é meu lenço preferido, minha calça apertada ou mais velha. Sabe quanto eu peso e quanto quero pesar. Sabe que não como direito, alias, se não fosse você eu nem comeria... Sabe que tomo salmonela por preguiça. Sabe que sou perfeccionista e que quando decido arrumar a casa ela fica perfeita. Sabe que eu era explosiva, e como sabe... Sabe o quanto eu mudei pra muito melhor em um ano e meio, fazendo essa explosão sumir. É a única que sabe o que eu fiz e como estava com a notícia do falecimento do meu avô. Quando todos da família choravam em um canto, foi você que me atendeu e me abraçou mesmo com seus problemas, inúmeros. Sabe que eu vou te dar todos os conselhos, os melhores que existirem. Você sabe que eu manjo de pessoas e que vejo maldade em tudo, mas prefiro acreditar que o mundo fútil está lá fora. Sabe das minhas paixões, sabe da mais intensa e sabe a que mais fui boba. Sabe dos meus arrependimentos, sabe sobre meus estudos, meus planos, minha ambição. Gosto quando me ouve quando quero fazer minhas contas e gastos futuros. Abre meus olhos, me ajuda por todos os lados possíveis. Tão amiga, tão intensa, tão real.
Liberdade, Ubatuba. Temaki e aquela vista... Meu melhor aniversário.
Teve carta de amor, teve carta de amigo, teve abraços de ex colegas de trabalho e eu permanecendo muda.
Você me fez sair do fundo do poço, me fez voltar a ir em exposições, ao meu querido Maracatu. Sempre lembro de nós dançando na sala. Eu sempre lembro de tudo. Você está impregnada em cada canto dessa casa. Na cozinha é ardida, no banheiro é vaidade, na sala é alegria, no quarto é molesa e em mim é apreço.
Sua irmã foi... O meu também. Eles tiveram que seguir o rumo deles, entende? Agora que descarreguei tudo por entre essas linhas posso dizer de coração: VAI, VAI SER FELIZ. Vai, quebre a cara e levante com essa sua força incomparável quantas vezes for necessário, mas acredito que serão poucas. Confio em você. Somos iguais e não é o fim do mundo... Que seja uma vez por mês, um telefonema onde só eu falarei sem parar, desligarei e te ligarei em seguida perguntando: "E os gatinhos?" HAHAHAHA
"Cara, eu te amo pra caralho."
É isso aí, irmã, amiga, mãe, é isso aí e lá vamos nós.
E não pense que eu fui por não te amar...
Elis, Chico/Caetano mandou um beijo e fica QUIETINHA.

terça-feira, 31 de julho de 2012

À Graça


Corra enquanto há tempo.
À Graça. De graça. Por graça.
Engraça. Do meio fio à porta do terreno vazio.
Três passos largos, bem dados, doados.
Vazio, pleno, viril. Mal, maluco, oco.
Torto, torna torta perna morta.
Antiga, amiga. Alma penada, esfria.
Te adoro, te alimento, te como, me sacio.
Frio, destreza. Destro, completo.
Aguardo, ainda almejo mas não mais refresco.
Sem nexo, pretexto, contexto.
Amar, alegrar, saciar.
Apenas penas, asas, voar.
Voador sereno, calmo envelhecedor.
Cheiro, testa, suor.
Acabar, fitar, tombar.

Correr por achar graça do ser vazio parado que cresce em suas loucuras doadas pelos caminhos tortos seguidos sem direção, uma mão, um ombro se vai a cada dia que vira passado. Prazer por entre pernas finas frias da canhota do Bordel lascado. Completar-se almejando o contexto pré-fabricado onde amar é criar asas e saciar é aprender a voar. Calmaria das rugas lamentadas, cheiro de suor escasso. Termino continuo fitado pelo tombo dos desesperados.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Um pouquinho de saúde

Ansiedade, entusiasmo, nostalgia, insegurança.
Segurança, vergonha, medo.
Alegria, frustração.
Tristeza.



Mais fácil desistir, não?




Acabou de solidão...

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Esplanada, livre.

Será que eu terei filhos? Se eu tiver a sorte de descobrir o verdadeiro e mais puro sentimento, prometo lhes avisar sobre mulheres.
Cuidado. Elas amam e desamam. Olham e desejam, pedem e refrescam.
Te deixam cegos… Te cegam de suor e vontade, te cegam de algo chamado paixão. Dilacerantes e profundas, te deixam secos de tanto sorrir. Mas partem antes de serem deixadas.
Leve isso pra ti, aprenda a partir no momento certo, assim jamais deixará, afinal, de ser e fazer feliz. Quem dera eu, ter sido avisada desta dádiva que é ter uma mulher de verdade e completamente entregue. Talvez se eu pudesse… mas não.
Sei, friamente, que no final te desejarei por apenas não ter tido. Cada parte do meu corpo já implorou tanto que a falta de anseio me deixou muda.
Muda, será eu após altas gargalhadas que logo daremos juntas. Ficarei muda, te olharei, respirarei fundo. Pegarei teus dedos com pontas roídas e a beijarei, delicadamente, assim como por encanto, ainda se faz a mais bela. Mas amor, virou um incendiário apreço que me fez, te fazer puro amor.
Eu mais madura, navegando nas ondas do teu encantar.
Tua vida é ao Pôr do Sol e te esperarei em todos eles. O amarelo do horizonte encontrará ao fim, teus olhos Azul Royal. Azul é o céu que te banha e cobre de paz, pelo universo que já conquistou. Suas mãos são únicas e maravilhosas. Ao meu inocente ver, donas do melhor carinho e prazer. Não me enganas mais.
Te aguardo, embaixo da árvore média, entre as Pitangueiras e Amoreiras, sentada com uma pequena caixa ao meu lado esquerdo.
Meu coração será sempre seu.
Nossos caminhos irão se cruzar e… "Largo tudo se a gente se casar domingo, na praia, no Sol, no mar. Ou num navio a navegar ou num avião a decolar, indo sem data pra voltar. Quem vai sorrir, quem vai chorar?
Ave Maria! Sei que há uma história pra sonhar."
Pra sonhar…

terça-feira, 17 de julho de 2012

Sunset

Como é bom ter alguém que se preocupe com você, alguém que ame seu jeito de arrumar o cabelo, ou sua cara de sono diante do trabalho após uma noite longa com ela. Alguém que te cuide, te aguarde, te aplauda. Alguém que goste de você do jeito que é, sem querer mudar-te. Que não sinta ciúmes, que confie em você, que se entregue à seus braços numa cama ou no alto de uma montanha. Alguém que pegue sua mão, te coloque em seu colo e fique ali estática junto a ti perante o pôr do Sol. Alguém que ame as estrelas, que deite no telhado contigo, mesmo numa noite congelante, e aguarde com o olhar fixo as estrelas cadentes, para quando a primeira cair trazer junto um véu que as cobre de apreço. Poder olhar nos olhos e ter a certeza que o único pedido feito nem precisou ser pensado, automaticamente as duas desejam apenas que aquele momento eternize.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Chá bar


Não quero a ausência de borboletas aqui. Não posso deixar de sentir, é como se tivesse tornado uma comoda sensação de bem-estar. Bem, está aqui em cada canto. Tenho esse hábito de associar músicas à pessoas. Como vou lidar com esse fato de te ouvir a cada nota? Se eu fizesse um samba, minha preferida seria tu, o pandeiro que treme suavemente. Se decidisse Blues ou Jazz, seria o trompete que me arranca um sorriso tonto ao passar por mim unido a teu perfume. Caso eu mude e decida um Rock, as baquetas e o estridente do prato seriam teu coração batendo por nós. MPB? Meus dedos dançariam por todo seu corpo, meu violão.
As caixas de som as vezes soltam ruídos rocos. Danço por entre os tecidos esticados do teto ao chão, os raios de Sol do entardecer entram pelas frestas. Suavemente deixo com que todos eles toquem meu corpo me fazendo flutuar.
Vou te arrancar da mente onde se estagnou e reservar um pedaço calmo e sereno para ti, alí no canto. No canto mais macio e preservado do meu coração.
Uma multidão poderia me fitar. Mas apenas uma saberia que tenho um sorriso reservado, um coração doce e mãos que chamam para dançar e girar girar girar. Meus poros transcendem.
"E esse seu jeito de falar. Cantar, dançar, olhar pra mim... Viver é não ter que transplantar."

domingo, 20 de maio de 2012

"Daí, penso também outra coisa de gente grande: não adianta muito você se enfeitar toda pra uma pessoa gostar mais de você . Por que se ela gostar, vai gostar de qualquer jeito, do jeito que você é mesmo, sem brilhos falsos."

Faz se amar.

"Há o desejo, que não tem limite, e há o que se alcança, que o tem. A felicidade consiste em coincidir os dois."

São Paulo — Campinas
Dublin — São Paulo
Ribeirão Preto — São Paulo
São Paulo — Itália
Paranapiacaba — São Paulo
Brasília — Curitiba
São Paulo — Curitiba
Brasília — Rondônia

Queria terminar assim, mas vale a pena reivindicar sobre onde está o nexo.
Seria bom ter seu amor por perto, seria compreensível a ausência de distância.
Geograficamente, não existe nexo. Seria simples a falta de tempestades existenciais, mas a Vida consiste em sentir e não sentir.
Seria simples desejar só o alcançável, seria ameno abrir a porta da frente e passar a noite com sua vizinha. Seria precioso dormir calmo, sabendo que por mais que a espera seja longa, após um dia de trabalho teu querer vai entrar no quarto, onde a porta está entreaberta. A luz do corredor que deixou acesa para que ela não se perdesse por entre os sapatos no caminho, refletiria na parede vermelha do quarto deixando tudo rosa-claro, como a serenidade dos seus sonhos.
Com sentimentos a flor da pele vamos vivendo assim, com a saudade transbordando, o querer te dominando e fingindo. Fingindo estar bem, fingindo não sentir, não querer, não pre ci sar.
A necessidade se baseia na ausência. E o que te garante amor, que tua vontade não é alimentada por ela? O que garante que a presença não te sufocaria? O que garante que a rotina não te daria náuseas e sede de solidão?
A espera te faz perder o rumo, te anseia. Todos querem aquela paixão enriquecedora, mas querida, a futilidade já tomou conta dos nossos dias, o realismo é outro. Ou eu que cresci e percebi que os contos são apenas de fadas.
Quero a sorte de colocar a cabeça no travesseiro, e lá me encontrar. Dizer à mim mesma que aquele beijo de Cinema Americano foi real.
Quero alguém para apreciar o Brownie da padaria fina e o cafézinho do bar da esquina, o melhor da região, à carioca.
Vou buscando alguém que não esteja longe, como você espera.
Não vou esperar, mesmo achando que o "completar-me" esteja do outro lado do Brasil, ou do mundo. Não vou mais.
Vou vivendo amor, desculpe-me. Esperar me chateia, me assusta.
Talvez realmente seja você, mas uma alma doce disse-me que a paixão só dura dois anos.
Meus olhos já marejados pedem que não, mas prefiro acreditar que ter você será apenas mais um motivo que meu sorrir precisará.
Sempre me arrancará um sorriso tolo ao lembrar do seu desajeitar, do seu querer, do seu acompanhar.
É estranho de mais tentar passar por cima desse apreço, mas veja bem, meu bem. A distância está presente, sendo assim, vamos. Os trilhos do trem nem sempre tem fim.
A estrada é longa. Oitenta, noventa.
Teu corpo mole, tremendo junto ao meu.
"Não faz disso esse drama, essa dor. É que a sorte é preciso tirar pra ter. Perigo é eu me esconder em você. E quando eu vou voltar quem ... quem vai saber? Se alguém numa curva me convidar, eu vou lá, que andar é reconhecer, olhar. É preciso andar um caminho só. Vou buscar alguém que eu nem sei quem sou. Eu escrevo e te conto o que eu vi e me mostro de lá pra você, guarde um sonho bom pra mim." Já dizia Marcelo Camelo.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

"A gente se apaixona pelo jeito da pessoa. Não é porque ele cita Camões, não é porque ele tem olhos azuis. É o jeito dele de dizer versos em voz alta como se ele mesmo os tivesse escrito pra nós, é o jeito dele de piscar seus lindos olhos, como se estivesse em câmera lenta, o jeito de caminhar, o jeito de usar a camisa pra fora das calças, o jeito de passar a mão no cabelo, o jeito de suspirar no final das frases, o jeito de beijar, o jeito de sorrir. Vá tentar explicar isso!"


Essa não sou eu, mas faz todo sentido.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Controvérsias.

Cheguei a conclusão que eu sou realmente confusa e estou tão feliz que agora a confusão foi pra de baixo do tapete. Segura essa, e não larga.
Se você, que está perdendo seu tempo agora, se importar, perca mais um pouco e leia meus últimos posts.
Eu estava realmente apaixonada, e hoje? Hoje eu estou mais segura do que nunca. Hoje o meu sorriso é meu, o meu suspiro não é por você e eu quero mais é viver, porque esse negocio de paixão, decididamente, não é e nunca foi pra mim. Como eu pude? Gente.
Ela ainda é linda, e me encantará, sem dúvidas. Mas até aí, eu sou muito mais do que aparento, por detrás dessa cara de metida, nojenta, tem um coração que transborda amor e auto-suficiência. Talvez seja minha ambição mostrando as caras. E meu bem, a saudade que eu estava dela não era pouca.
Alguém que me conheça o mínimo que for, sabe o quanto eu não preciso de ninguém do meu lado pra estar completa. Preciso sim dos meus amigos e da minha família, mas mulher, mulheres andam comparecendo pra suprir minhas carências, quase imperceptíveis aos olhos de todos, todos mesmo. Um carinho e uma noite acompanhada de uma boa companhia não faz mal à ninguém, nem a mim, claro. Só não quero isso todos os dias.
Acho que tudo que eu deveria sentir por uma mulher, pensando em suprimentos psicológicos, eu gasto e uso com meus amigos. Eles são incríveis, sempre.
Voltando a citar sobre minha aparência. Ela não é das melhores, você só vai saber quem eu realmente sou quando conviver comigo e ver que eu tenho essa cara, que sou muito grossa e fria, mas aqui dentro, é tudo feito pudim.
Eu danço sem cansar, fico acordada 24, 48 ou 72 horas sem exitar, e sem pedir colo. Dou sempre aquela gargalhada no final de todas as conversas, por mais sérias que forem e por mais nervosa que a gargalhada seja, eu vejo um lado bom em tudo nessa vida, afinal amor, a felicidade bate na sua porta todos os dias, basta você saber abrir, escancarar todas as janelas, aproveitar até quando ela entra pela fechadura da porta da frente, e você não quer abrir por ser um dia frio. O calor está aí dentro, a chama é seu coração e enquanto ele bater, há de te esquentar.
Leve e fervendo. Como uma pétala de uma rosa vermelha, que por mais delicada que seja, sempre vai representar o amor, o calor.
Posso ser a melhor do mundo num dia, e no outro sumir. Não é por mal, simplesmente prefiro viver a minha vida do que tentar viver uma vida que não é minha, ou não faz parte do meu destino, já traçado.
Sou calorosa, abraço, beijo, suspiro, desejo e como já dito, sumo. Vai de você dar o valor que espero. Agora, querida, o caminho é um só, basta você querer caminhar comigo nele, até o final da história, nada é pra sempre, nem o mais belo amanhecer. Ele vem todos os dias, vai de você acordar cedo, ou não dormir para acompanha-lo.
Não durma no ponto, mais rápida que a luz, mais feroz que a Águia branca, que voa, voa e não se preocupa. O valor dado nunca é o desejado, o amor entregue nunca será por inteiro e o beijo, nesse sim vou me entregar.
Não, não é para ninguém em especifico, é para todas que pretendem me amar um dia, todos que não me conhecem. É também para aqueles que me julgam, e para os que me odeiam. Eu sei o que faz esse coração bater e preservo assim, me doando por inteira pra quem merece essa tal fresta de luz, onde deixo a felicidade me guiar.
Realizada. Talvez seja essa a palavra chave, a qual traduz.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

"Posso ser sincero?

Não escute as pessoas negativas. Junte-se a quem enxerga a vida com bons olhos. Alie-se aos que lhe amam de verdade e que curtem seu sucesso."

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Meu Riso.

Em silêncio eu te elogio, te admiro, te encanto. Em silêncio faço declarações de amor, declaro poesias, ouço canções. Em silêncio sinto sua alma, desejo seu corpo, sonho em te amar. Em silêncio grito seu nome, procuro seu olhar, sigo e me perto a ti procurar. Em silêncio os anos passam, orgulho-me de suas vitórias e continuo a te amar. Em silêncio te dou meus pensamentos, te ofereço meu mundo, te escondo em meu coração. Em silêncio te quero em segredo, e te espero aonde quer que for.
Ainda que o silêncio permaneça eternamente.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Para a tristeza.

Companheira, sei que vc vai chorar quando ler esta carta. Vai ser difícil para mim, pois me acostumei à sua presença, porém não vejo mais motivos para continuarmos juntas.
Perdi anos de minha vida ao seu lado, tristeza, acreditando que o amor não existe e o mundo não tem jeito. Vc é péssima conselheira.
Chegou a hora de dar chance à alegria, que há muito tem mostrado interesse em passar um tempo comigo.
Desde criança, abro mão de muita coisa por vc. Festas a que não fui porque vc não me deixou ir, paisagens lindas nas quais não reparei porque vc exigiu de mim total atenção.
Quero de volta meus discos de dance music, que vc tirou da prateleira. E minhas roupas estampadas, que sumiram do meu armário depois que vc se instalou aqui.
Quero ver a vida por outros olhos, que não os seus. Quero beber por outros motivos, que não afogar vc dentro de mim.

Como disse Lulu hj de manhã no carro a caminho do trabalho: Não te quero mal, apenas não te quero mais.
Fernanda Young

terça-feira, 3 de abril de 2012

Voe por todo mar, e volte aqui.


A Lua que ilumina sua rua, é a mesma em que procuro seu olhar, sinta isso e nos interligamos assim. Talvez seja essa a explicação da minha paixão pelo céu.

O presente do dia.

"Acho necessário falar do seu sorriso lindo, do seu olhar fixo cheio de vontade e a felicidade da sua essência em fazer o que gosta."


Só faltou dizer "você é incrível".

segunda-feira, 2 de abril de 2012

"Na minha memória tão congestionada e no meu coração tão cheio de marcas e poços, você ocupa um dos lugares mais bonitos"

CFA

Fonte

Linda, trás esse sorriso e vem encantar por aqui, o povo anda meio cabisbaixo.
Não, não chora. Deita nesse colo, cheio de carinho.
É felicidade? Então se deixe voar, como um Dente-de-Leão.






"No nordeste é conhecida por 'esperança': Abre as janelas e deixa a esperança entrar na tua casa, trazida pelo vento da tarde."




Crème brûlée

Um turbilhão de coisas passam na minha cabeça quando eu ouço Le Moulin. Será que é só comigo?
A pureza dos dias nublados, a indisciplinabilidade.
Um campo, vazio. Contra o vento, subo a rua em cima da minha bicicleta antiga, as correntes acompanham o som estático da minha essência.
A simplicidade da cidade pacata, os velhinhos jogando dominó em baixo das árvores, cheias de folhas secas que cantam com o vento.
As crianças, lambuzadas de sorvete de chocolate, correm em direção ao gira-gira.
A agonia dos pombos disputando uma migalha. Tristeza, solidão, alegria, compaixão.
O café amargo dança e domina minha boca, meus sabores.
Como se nada pudesse me parar, como se o tempo parasse pra me ver dançar entre os pedaços de tecido esticados do teto ao chão.
Pulando, sorrindo, me libertando.
Arrepio, lágrima, frio, tesão. Ufa.
Um misto enlouquecedor. Borboletas, são vocês .. bem vindas. Venham colorir, por aqui.
Gaivotas, plah plah plah. Batam suas asas tirando a poeira de cima do livro antigo.


Corre pequena do sorriso largo, corre e vem ver quem chegou.


Presentes, uma bola.
Um cachorro, que lindo. Pula, pula pula, brinca, morde, pula, adormece, por toda a eternidade.
A sombra da árvore, a grama úmida, ali me deito. As nuvens parecem se mexer sozinhas. É o mundo girando, manhê? Que lindo .. como ele é grande. O céu daqui, então é o mesmo céu de lá? Do outro lado do mundo?Quero conhecer todos os céus que possam cobrir minha mente.
Uns estrelados, onde o azul nem se enxerga. Uns acinzentados, cobrindo uma cidade que nunca dorme. O pôr-do-Sol me encanta, mareja meu olhar. A liberdade dos pássaros, quanta alegria poder voar por aí. Sorte a deles, conhecer todos os céus de pertinho e admirar o show de cores que a natureza nos proporciona.
Também tenho essa sorte.
Como tudo um dia chega ao fim, um dia estarei lá no céu, voando por aí, com alguns entes. Enquanto isso, firme e forte, a rua me leva, essa que comanda o mundo, que habita em todas as cidades, de terra, barro, cimento, asfalto.

"Estranho o destino dessa jovem mulher, privada dela mesma, porém, tão sensível ao charme das coisas simples da vida..."

A velha batucada.

Já não tenho molho, ritmo, nem nada e dos balangandans já não existe mais nenhum.
Mas pra cima de mim, pra que tanto veneno, e eu posso lá ficar americanizada.

sábado, 31 de março de 2012

I can't tell you, but I know it's mine.

Ele vende chiclete.

Sinto falta de ligar minha vitrola e me preocupar com virar os LPs.
Sinto falta do som agudo, das notas trançadas de Chico numa tarde de quinta feira ensolarada.
Afasta de mim esse cálice, era motivo de silêncio naquele apartamento vazio. Tão vazio, que se ouvia o vento cantar, interagindo com o som da vitrola antiga.
Décimo quinto andar, são quinze lembranças. Quinze cafés. Quinze reveillons, mil arco-iris. Foram quinze vezes as quais corri, subi a escadinha para ser o sol, dar bom dia ao dia, e sonhar com asas, me dando liberdade à voar.
Vem aurora, ouvir agora a nossa música.
Como foi seu dia? Bom, filha querida. E a escola? Doce Vida.
Dor de ouvido, culpa do vento, apaixonado por Chico insistia a cantar.
Cabelo duro, coração frio, mimos, arroz papa com limão e sal.
Plásticas, inchaços, dinheiro.
Adeus, meu herói. Vem brincar de cabra cega? Tenho que estudar Raysola.
Moscou, seria menos longe.
Luísa Baffi. Dor.
Ei, que saudades, como anda a faculdade? Me da um abraço .. vem brincar de bexiga. SÓ TOQUEI UMA VEZ, você está roubando! Ganhei. Risos.
Acorda Raio de Sol, o café tá na mesa. Me deixa dormir manhê, hoje é sábado.
Quebra, quebra. Mãe, essa reforma não acaba nunca?
Vamos reformar o coração das pessoas por aí, pra elas valorizarem mais a família, a infância e o cheiro de grama molhada.