sexta-feira, 12 de abril de 2013

Vão

Escolhi você. Mesmo não me escolhendo. Te quis. Mesmo não me querendo. Desistiu. Mesmo enquanto eu tentava. Não ouviu. Só quis te escutar. Escreveu. Só quis ler tuas linhas. Fotografou. Meus olhos apenas te seguiam, serenos. Quis, tentou, bateu, gritou. Estanquei. Vadiou. Vadiei. Precisou. Estive. Beijou.
Relatou. Orei, orientei. Precisei, estive. Está! Ficou, pedi que ficasse. Gostou de ficar. Me levou. Eu vou. Fui, fomos, estamos a par, em par.
"Eu quis te dar um grande amor, mas você não se acostumou. Você gosta do sereno e meu mundo é pequeno pra lhe segurar. Vai procurar alegria, fazer moradia na luz do luar."

E daí... 



Amei por mim. Amei à mim. Amei. E quando virou amor, deixou de ser.
Matou borboletas em meu esôfago, prontas para voar contigo.
A morte chega à todos, morte prematura é doída, porém, querida... Melhor morto, que matando!



Nunca quis, entender. Gosto do teu gosto, gosto do teu olhar. Que me olha, e ah como olha! Sempre olhou. Me viu dançar, me viu cantar, me quis como ninguém, da sua forma. E ah! Perdi. Pá.

"Deixa eu decidir se é cedo ou tarde. Espera eu considerar. Enquanto eu penso, você sugeriu um bom motivo pra tudo atrasar. E ainda é cedo pra lá, chegando às seis tá bom demais. Deixa, deixa o verão. Deixa o verão pra mais tarde...
Considere toda hostilidade que há da porta pra lá. Enquanto eu fujo, você preparou qualquer desculpa pra gente ficar, e assim a gente não sai, que esse sofá tá bom demais. Deixa o verão pra mais tarde."


Não tem fim. Porque finais são chatos e sabemos nossa disposição pra recomeçar.
Já peguei meu par.
Vem?

Um comentário:

  1. Vou.

    Gosto de tuas palavras tão bem elaboradas, tão bem pensadas. Gosto porque penso que escreve em madrugadas frias, com chuva lá fora e você quase nada aquecida aí dentro.

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