segunda-feira, 29 de abril de 2013

Lalaia


Me deixa voltar pro Pelourinho que o calor de lá me aquece mais. Mais, muito mais. Quero sempre poder esse mais, esse além. Quero ir pra onde o vento leve meu corpo. Cada vez mais longe, cada vez mais forte. Quero ir. Me deixe ir. Não deixe que meus medos vençam. Não deixe que o tempo pare. Não deixe que a incapacidade dos homens me fadigue. Iansã me carregue com sua força e que qualquer partícula de seu axé me ganhe. Me leve, leve. Me possua. Me tenha, me ganhe, me tome. Faça com que seja saudável, sereno. Menos hostil, mais provocante. Simples, corajoso, enriquecedor. Que por mais que todas as aparições e decisões sejam difíceis, a suficiência da força seja sempre maior. Faça com que eu vá. Que ninguém me impeça de ir e que as forças que me rodeiam sejam capazes de me fazerem voar. Que a alegria mutua me mova. Que os sorrisos sejam sempre alavancas e as lágrimas motivos. Desculpa alguma será capaz de ser menos do que quero, do que almejo, do que protesto.
E assim vamos. Vem?

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